domingo, 31 de agosto de 2014
PERDÃO.....
PERDÃO.
Só onde o amor é perfeito, não há necessidade de perdão. Enquanto pecadores, peregrinado com os irmãos para a casa “céu” do Pai, ele é indispensável como o pão diário.
VENHA COMIGO NA COLINA DO CALVÁRIO.
Assista enquanto os soldados jogam o Carpinteiro no chão e esticam seus braços sobre a travessa da cruz. Um pressiona um joelho com o antebraço e um prego contra a mão. Jesus volta o rosto na direção do prego no exato momento em que o soldado ergue o martelo para bater.
Jesus não poderia tê-lo impedido? Pelo fechar do pulso poderia ter resistido. Não era aquela a mesma mão que acalmara uma tempestade? Que purifica o templo? Que ressuscitara o morto?
MAS EM NENHUM MOMENTO A CRUCIFICAÇÃO FOI INTERROMPIDA.
A multidão junto da cruz concluiu que o proposito dos golpes foi espertar as mãos de Cristo numa trave de madeira. Mas isso é só meia verdade. Não podemos culpar a multidão por não perceber a outra metade. As pessoas não podiam ver. Mas Jesus podia. O céu podia. E nós podemos.
Através dos olhos das Escrituras vemos o que outros não perceberam, mas que Jesus viu. Ele “cancelou a escrita de dívida, que consistia em ordenanças, e que nos era contrária. Ele a removeu, pregando-a na cruz” (Cl 2. 14).
Entre sua mão e a madeira havia uma lista. Uma longa lista. Um inventário de erros: desejos, mentiras, momento de ganância e anos de esbanjamento. Uma lista com todos os nossos pecados.
Deus escrevera uma relação de nossas faltas. Esse rol que Deus fez, porém, não pode ser lido. As palavras não podem ser decifradas, os erros estão cobertos. Os pecados estão ocultos. Os de cima estão ocultos por suas mãos; os debaixo estão cobertos por seu sangue. Seus pecados foram varridos por Jesus (Isaías 44. 22).
E, quando vós estáveis mortos nos pecados, e na incircuncisão da vossa carne, vos vivificou juntamente com ele, perdoando-vos todas as ofensas, Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz. (Colossenses 2: 13-14).
O que impediu Jesus de resistir? Esse mandado, essa tribulação de nossos erros. Ele sabia que o preço daqueles pecados era a morte. Ele sabia que a fonte desses pecados era você e, uma vez que não podia suportar a ideia de passar a eternidade sem você, ele escolheu os cravos.
A mão segurando o cabo do martelo não foi a de um militar romano. A força por trás da ferramenta não foi a de uma multidão irada. O veredito por trás da morte não foi dado por judeus enciumados. O próprio Jesus escolheu os cravos. Assim, as mãos de Jesus se abriram. Se o soldado tivesse hesitado, o próprio Jesus teria martelado. Ele sabia fazer isso; bater pregos e cravos não era uma atividade que ele desconhecia. Como carpinteiro, Jesus sabia o que era preciso fazer. E como salvador, sabia o que aquilo significava. Sabia que o propósito do cravo era colocar nossos pecados onde seriam ocultados por seu sacrifício e cobertos por seu sangue.
Desse modo, portanto, o próprio Jesus manuseou o martelo. A mesma mão que acalmou os mares acalma a sua culpa. A mesma mão que purificou o templo purifica o seu coração. A mão é a mão de Deus. O cravo é o cravo de Deus. E assim como as mãos de Jesus se abriram para os cravos, as portas do céu se abriram para você.
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